O atestado de milhões! Há 10 anos, torcedor 'abandonava' trabalho para ver o Corinthians na Bombonera

  • Matéria
  • Mais Notícias

A maioria dos torcedores corintianos possuem algum tipo de superstição para estimular a fé no Clube do Povo. Itens pessoais, rituais ou até orações podem ser invocados para aumentar a sorte em dia de jogo do Corinthians. No caso de Fabio Fagundes Miranda, sua relação é comnúmeros, especificamente o 12.

continua após a publicidade

Relacionadas

  • Corinthians

    Após combater racismo, torcedores do Corinthians ganham novo ‘jogo da vida’

    Corinthians

    05/07/2022

  • Corinthians

    Corinthians estima que terá 3 mil torcedores na Bombonera em jogo decisivo pela Libertadores

    Corinthians

    05/07/2022

  • Corinthians

    Mesmo com reforços consagrados, Corinthians chega ao ‘jogo do ano’ comemorando volta de Du Queiroz

    Corinthians

    05/07/2022

  • + GALERIA – Onde estão os jogadores do Timão que conquistaram a Libertadores há 10 anos

    Ao falar sobre sua jornada durante a campanha do histórico título da Libertadores em 2012, ele explicou a mística que possui com o número 12.

    -Sentia que 2012 seria diferente. Por eu ser da Camisa 12, tenho o estigma desse número, e foi do jeito que a gente queria, campeão invicto em cima do bixo-papão, o time da Libertadores – disse.

    Ex-presidente da Camisa 12, uma das maiores torcidas organizadas do Timão, Fabio colocou sua paixão pelo clube alvinegro acima de seus interesses profissionais para poder acompanhar o primeiro jogo da final, na Bombonera.

    Antes de trabalhar como motorista de aplicativo, ele ajudavana manutenção de um shopping em São Paulo. Cansado das piadas e zoações dos rivais sobre o Corinthians não ter Libertadores, ele tinha na cabeça o desejo de apoiar o clube no místico estádio argentino.

    Com a passagem já comprada para Buenos Aires poucos dias antes do jogo, ele pensou em recorrer a uma velha tática para conseguir ‘fugir’ do trabalho.

    -Para poder ir em outros jogos, eu ia no oftalmologista, passava sabonete no olho, e parecia conjuntivite. Já tinha dado esses golpes antes, mas não sabia o que fazer para a final – contou.

    Foi então que a sua tatuagem e a boa vontade de um médico entraram no caminho e acenderam uma luz para a realização do sonho.

    -Marquei um ortopedista e falei que estava com problema no joelho. Ele começou a ver o meu joelho e eu gritava sem ter nada na perna. Falava que tinha levado uma pancada jogando bola, sendo que nem bola eu jogo. Ele viu a minha tatuagem do Corinthians e perguntou se eu era corintiano, falei que sim e ele disse que me daria três dias de atestado. Eu aceitei. Tocou no coração dele e ele me deu essa força. Percebi que ele desconfiou pela tatuagem.Acho que ele era corintiano, viu o meu sofrimento e me deu essa exceção- revelou.

    Já em solo argentino, os perrengues de Fábio não terminaram. O torcedor de 43 anos contou que ele e seus amigos foram hostilizados por argentinos que protestavam na Avenida 9 de Julho.

    – Alugamos um carro e fomos para a avenida 9 de Julho. Nesse dia estava tendo um protesto de caminhoneiros lá, tudo parado, um caos. A gente tinha que pegar os ingressos com a diretoria do Corinthians perto da 9 da Julho. Passou muitos torcedores argentinos na manifestação, começaram a nos insultar, jogaram latas em nós. Pessoal dos prédios jogaram cadeiras – afirmou.

    + TABELA – Corinthians passa? Simule o mata-mata da Libertadores

    Na volta ao Brasil, seus colegas de trabalho o reconheceram na televisão, mas um dos chefes de outro setor o tranquilizou, garantindo que ele não seria demitido pois possuía o atestado médico.

    Uma semana após a partida da Bombonera, no jogo da consagração do título corintiano, Fabio ressaltou o orgulho que sentiu ao ver a festa que a Fiel proporcionou no Pacaembu. Assim que o time foi campeão, ele se mobiliou para tirar o passaporte e acompanhar o Mundial de Clubes no Japão.

    -Trabalhei até 15h, já fui direto pra sede da Camisa 12 e fomos para o Pacaembu. Rolou a nossa tradicional batucada na porta do estádio. Final, se você não entra cedo, fica aquele empurra-empurra, muita gente sem ingresso. Depois que entramos, muita festa, batucada, bandeiras, fogos. Esse dia foi inesquecível, amassando o Boca em campo, Sheik humilhando os caras. O Corinthians parecia time argentino, estava com raça – descreveu.

    Apreciador da cultura argentina, Fabio espera que o Corinthians elimine o Boca Juniors nesta terça-feira (5) para poder voltar a outros estádios do país.

    -Estou esperando passar, talvez encontre outros times argentinos, quero gastar os meus cartuchos em outro estádio lá, ou times brasileiros.Já fui contra o River no Monumental, contra o Boca duas vezes, com o Racing e Independiente também. Gosto da Argentina. Eles respiram futebol – concluiuFabio Fagundes, que se mostrou esperançoso para o duelo decisivo das oitavas de final da Libertadores.

    O vencedor do confronto entre Boca e Corinthians irá encarar quem avançar entre Flamengo e Tolima-COL nas quartas de final da competição continental. O Rubro-Negro venceu o primeiro confronto, na Colômbia, por 1 a 0.

    continua após a publicidade

    Game
    Register
    Service
    Bonus